domingo, novembro 18, 2012

Empregada

Agora que me vejo sem empregada (ou sem uma empregada do meu pelotão) volto a poder ouvir rádio. Porque só ouço rádio enquanto faço alguma coisa mecanicamente (por exemplo, passar a ferro ou lavar a louça) - mas não consigo ouvir rádio sem fazer mais nada porque a cabeça começa a estar demasiado livre e vai para sítios onde não se ouve o que se está a passar à nossa volta.
Voltei a ouvir 'Conversas de Raparigas' e debates e por aí fora.
Num dos programs que ouvi, a Rita Ferro dizia algo do género - Valoriza-se demasiado a felicidade e há coisas muito mais importantes do que a felicidade. Eu não estou cá para ser feliz, eu estou cá para aprender e fazer algumas coisas e se esse percurso tiver um preço a pagar, então que assim seja.
Se a empregada não voltar depressa também não é o fim do mundo, é o começo de um outro mundo.

quinta-feira, setembro 20, 2012

This is it!

When you get to 40 you become more comfortable with the thought that where you really belong is in your mind... and the importance of all the rest is relative...

quinta-feira, setembro 06, 2012

Tudo e Nada

O papel que os blogs têm na minha vida varia entre o muito importante e o fundamental para a minha sanidade. Mas há muito que me agarro aos 2 ou 3 que se mantêm activos e não dedico tempo a procurar outros que me possam dar igual prazer.
Tenho duas excepções: o 'Caderno Branco' e o 'Menina Rapaz'. As suas 'donas' escrevem bem, os blogs são bonitos e dão-me a conhecer muitas coisas novas, que é mesmo do que eu mais gosto.
Mas agora que me vejo viciada no MR, ele torna-se apenas disponível para convidados - olha, Joana Cabral, quero ser convidada para ver o teu blog porque ele me mantém viva, ok?

quinta-feira, junho 28, 2012

Sombras

Depois de a avó lhe dizer empolgada que iam brincar às sombras na parede e que ela sabia fazer pássaros, cães e borboletas, ele respondeu que sabia fazer ele próprio na parede, a sua sombra.

quarta-feira, junho 13, 2012

Ainda sou eu... ou já não?

Aos 40, descubro que sou um tio Lourenço em potencial. De manhã, na praia, com forte ventania, viro-me para o banheiro - agora diz-se nadador-salvador - e digo-lhe 'Tem que mandar fechar a janela para acabar com esta corrente de ar.'
Ainda não tinha acabado e ja estava envergonhada! Envergonhada mas divertida!

sexta-feira, maio 18, 2012

Um, dois, três... diga lá outra vez

Numa festa de crianças com gente bonita, perante o meu desespero de não estar a trabalhar, acalmaram-me assim:
- Oh, I just back to work myself....
- Really, what do you do?
- I have my own blog.

E portanto aqui estou eu, de volta ao trabalho.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Parole, parole!

Comecou por dizer 'Foi por porco' e 'cama dos azultos' mas o portugues cresceu rapidamente e chegou ao ponto de nao querer falar nenhum ingles.

Quando a avo Bina lhe dizia para falar a cada uma das suas amigas, que se sucediam a velocidade vertiginosa, la teve que esclarecer... 'Tu tens muitas amigas... Eu tambem tenho muitos amigos na minha escola...'

domingo, novembro 27, 2011

O gosto dos outros

Como sempre, obcecada pela vida dos outros. O fascínio da roupa, da casa, da rotina e de tudo o mais que de repente me parece tão interessante.

Saber que veste roupa dos stalls e roupa de designers; que não bebe sumos mas bebe água de coco; que faz muffins e saladas com pimentos amarelos e encarnados; que tem uma vida social invejável; que pega num telefone sem hesitações mesmo sem falar hindi e que faz amigos num instante; que pinta as unhas dos pés mas não as das mãos; que tem livros de cozinha e uma casa decorada como eu gostaria, construída com tempo e amor. Inveja.

P.S. Vou voltar a escrever aqui porque esta catarse me ajuda a perspectivar a vida

domingo, abril 17, 2011

Lorde Fauntleroy

Em casa, com o meu pequeno Lorde Fauntleroy, ouço tantas vezes 'Sim, minha querida'.

segunda-feira, março 28, 2011

Preconceito

Verdadeiramente, não tem preconceitos. Gosta das Winnx e do Docinho de Morango, põe ganchos no cabelo, usa uma fralda pelos ombros quando quer ser um super herói (ou o casaco só com o capuz enfiado na cabeça), brinca com paus e molas da roupa. Tem uma cabeça sã e livre de quaisquer pressupostos sociais. Até hoje, quando me disse que os senhores não têm cabelo comprido, só as senhoras.

Pela boca vai crescendo

No dia em que comentei que a maior (e mais difícil) tarefa é fazê-los crescer bem disse-me 'O encarnado é vermelho...' À tarde, surpreendido com uma conversa (propositadamente com meias palavras) perguntou o que queria dizer o que falava. Cresce sem parar.

domingo, fevereiro 27, 2011

Sopeira

Encontrámo-los por acaso num elevador do Colombo; uma família loura e sorridente, com três miúdos aos saltos. Eles com ar de bem com a vida e com aspecto de saídos de uma revista, eu olhei para mim e senti-me como a Ana Isabel Santos.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Neelu dixit

Na mesma linha do que a Mariana dizia há 5 anos, ontem respondeu o Neelu ao primo David que contava que um grafitti do pátio onde jogou à bola era 'Diogo Maluco', 'Eu gosto muito do Code Lyoco'.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Do fim de semana

* Finalmente comprei uns All-Star; roxos. Ficaram ainda os Merrel por comprar mas pensei que com clima tropical talvez fosse melhor optar por uns mais abertos e frescos - Columbia, Geoxx?

* Saldos no Ikea na secção de arrumação: comprar cabides de madeira e sacos para guardar o menos usado no dia-a-dia - vestidos de cerimónia ou o mais próximo disso que tenho.

* Com mais uma idéia na cabeça de videos infantis sobre a India, quem me dera ter sido eu a ter a idéia de fazer este: http://www.youtube.com/watch?v=GF8OGNePkoY

* Por puro acaso no blog da Ervilha encontrei o link para as ilustrações das divindades hindus do Sanjay Patel que já tinha encontrado via Brown Paper Bag e que depois tinha perdido.

* Primeira incursão na leitura pública de histórias para o Neelu, na Cabeçudos no domingo. Queremos mais projectos destes (mas menos pessoas de nariz empinado). O 'contador' tinha imenso à vontade e os meninos foram participativos; tive pena que não fosse em Português mas em época de globalidade será que me devo queixar?


** Necessidade absoluta de andar com a máquina fotográfica sempre!
** Comprar um Apple?
** Actualizar os links aqui ao lado

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

On my way

Gravo CDs, faço listas, penso se ir-me embora será a melhor opção, estudo hindi. Tenho um menino pequenino e uma menina ainda mais pequenina.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Do novo ano

Com uma bebe pequenina em casa o tempo parece que voa, e sempre de forma mais ou menos inútil. O irmão parece estar a ambientar-se, ainda que nós tenhamos que fazer um esforço bastante maior para as suas rotinas, mas também é isso que faço quando estou sozinha e a vida corre bem, ou pelo menos, melhor.

Começamos a pensar mais afincadamente na Índia e eu tenho todos os assuntos burocráticos para tratar e uma dor de costas que não me deixa movimentar em condições.
Ufa!

segunda-feira, outubro 18, 2010

I wonder

O meu filho fica melhor na casa da avó; brinca mais contente, anda mais bem disposto e cresce melhor. Em nossa casa, anda sorumbático e não sabe brincar, só ver televisão. É da rotina de qualidade, da paciência ou do bom astral?
Uma avó que não pode ver trabalho por fazer e anda sempre dum lado para outro sem parar, é insubstituível.

terça-feira, setembro 21, 2010

In your dreams

Pois.... Portanto....
O colar da loja baratucha custava 1500€ e o da Kate Spade 575$. That goes to show you!

quinta-feira, setembro 16, 2010

D'hoje

Apesar de tudo foi um dia bom porque me deram a descobrir dois blogs bons - 'Lady oh my Dog' e 'Take us to Bruges' e porque me pareceu ver na montra de uma ourivesaria baratucha um colar do género de um muuuuuiiiito caro na Kate Spade. Ah, ah, ah!

segunda-feira, setembro 13, 2010

Casas e lares

Já com a chave da casa nova do mano lá fômos nós agora vê-la em vazio. Não é linda mas é gira e principalmente tem todo o ar de ter crescido com o cuidado de quem lá mora. Com puxadores diferentes nos roupeiros e nas portas, com batentes e armários pintados. Enfim, tudo o que a minha não é.