Mostrar mensagens com a etiqueta ídolos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ídolos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, agosto 27, 2007

Eduardinho

Acho que ele não imaginou que a minha reacção fosse a que foi quando me disse que o EPC tinha morrido. As pernas a fraquejarem nos joelhos e o queixo que me começou a tremer incontrolavelmente até os olhos rebentarem com lágrimas inesperadas. Porque de facto ninguém compreende uma ligação destas com quem não nunca se conheceu. Já uma vez me tinha acontecido o mesmo, mas de felicidade, ao pé do coliseu, quando estava a jantar em família e ele passou com uma modelo alteirona de braço na cintura. Foi uma emoção que só visto.
Não sei como começou nem como cresceu. Foi certamente a admiração da escrita redonda e a constância da crónica na última página do Público. Revi-me em alguém que disse em tempos que enquanto os amigos gastavam uma fortuna no psicanalista ele se limitava a ler a crónica e isso era suficiente para se sentir acompanhado nas coisas do dia-a-dia.

Ele o disse: 'Tornamo-nos amigos de pessoas que não conhecemos, porque um dia descobrimos um livro delas. '


O problema deste gostar tão cheio é que nos parece que ninguém escreve ou diz alguma coisa que lhe faça jus na sua despedida

quarta-feira, junho 20, 2007

Pé na boca

Respondeu ele: 'Não sou susceptível nesses pontos... não à toxina, mas sim na dignidade profissional. O profissionalismo é o meu gatilho, como se costumava dizer'

segunda-feira, janeiro 08, 2007

(Sem) Vocação

Ao meu lado há quem comece muitas frases com o 'Once, when I was in Sweden...', e eu, que nunca ou raramente as começo com o 'Once, when I was in the US...', passo poucos dias sem pensar no que foi, no que se passou e como isso me fez ser aquilo que hoje sou.
O Mr Gill que, para além de outra pessoa, fez com que tirasse uma licenciatura em matemática era o professor não brilhante, mas certamente brilhante, que era professor de matemática por gostar dos alunos mas que, principalmente, tinha uma paixão por livros e literatura.
Pode-se fazer o que se gosta sem se fazer o que se gosta e essa é a verdade escondida que eu tento encontrar e que tento que à minha volta se perceba.
E neste trabalho de que não gosto, e de que também não gosto, passo o tempo à espera que chegue o primeiro gosto. O segundo penso que não chegará, simplesmente porque não existe.

terça-feira, dezembro 12, 2006

CAF

Começámos a falar porque se sentava na minha diagonal, de costas para mim e desde sempre que me lembro de gostar dele. Da sua calma, do tom ponderado, da honestidade com que se encara e dos livros que lê. De todas as coisas que sabe e do lugar que a família lhe ocupa.

E foi de todos os que souberam quem me deu o maior insight sobre a minha relação quase obsessiva com o EPC. Se calhar nem se lembra mas para mim foi o ponto de viragem.