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segunda-feira, maio 03, 2010

Como disse?

Encontro inesperado na tarde de domingo no parque infantil com a Isabel Natário. Tão diferente e tão na mesma (ainda me lembro dos comentários descabidos que fazia em alguns jantares), grande, vestida à velha e de cabeça pequenina. À resposta de Vodafone quanto ao sítio onde trabalho reage com surpresa 'Ah! Mas tu não és de electrotecnia, nem de telecomunicações...' 'Pois não, estou no marketing', 'Ah bom, és vendedora!'
E assim se sabe de que pessoas as empresas são feitas!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Do sábado para a vida

Tínhamos falado deles há tão pouco tempo, talvez apenas horas, quando os encontrámos no supermercado de carrinho cheio. Encostados à arca dos congelados, podíamos ter falado sem ter fim porque é sempre tão fácil. E do ano de pausa foram os primeiros que disseram, sem dramas, para aproveitar que vale a pena e depois logo se vê. A vida segue sempre o seu curso.

Dois passos mais à frente dissemos nós "We have to make a bigger effort to be with these people that uplift our spirit."

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Carnaval

No Carnaval em casa do L. a actuação musical d'Os Paralelos, em conjunto mas sem nunca se encontrarem, ou a cacofonia levada ao extremo.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Culinarium

Claro que o ambiente é engraçado e cozinhar é sempre um prazer; claro que nós as 4 estamos sempre bem e fazemos uma festa mesmo onde ela não existe; claro que tudo o que se aprende vem por bem e conhecer outras pessoas e outros ambientes é mesmo do que mais gosto.

Mas de tudo, o que mais me surpreendeu foi que a extroversão e blabbering que, no início, os deixaram de pé atrás deram rapidamente lugar a um repensar do pensamento original ao ver que de parvas não têmos muito, conhecemos a movida gastronómica lisboeta e o approach business-like nos vem quase naturalmente.
A certeza de que podíamos estar a fazer outra coisa qualquer.

Inspiração via Donna Hay ou Flour Girl

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Weekend

Apercebi-me este fim de semana daquilo que deve ser óbvio há muito para toda (ou quase toda) a gente.
1. Há quem de facto faça sacrificíos para não engordar e ao aumento de peso a resposta de que é organismo, a constituição ou o que seja não é uma resposta correcta. Tudo isto porque lhe reparei no cuidado ao jantar com que não comeu o arroz e, no final, a fatia de bolo foi apenas para não dizer que não. E estávamos em casa dela.
2. Também no 'hosting' há um saber que se aprende. Não basta convidar e depois seguir sem mais, como se nada fosse.

E assim se compreende a diferença entre os jantares de sexta e de sábado. Não é bem para lembrar mas fica sempre bem saber que:
* Quando os convidados chegam se deve servir qualquer coisa - no copo e para entreter o dente
* Considerando que se trata de um casal, organizar de forma a que os convidados não fiquem sózinhos a maior parte do tempo
* A música não deve estar no volume máximo para se ouvir na cozinha, onde estão os anfitriões, sem deixar que os convidados se ouçam, na sala
* Vinhos diferentes não se misturam. Ideal mesmo é que o vinho seja sempre o mesmo ao longo da refeição mas se for diferente então não se serve um por cima do outro - entenda-se copo meio cheio e depois serve-se o segundo por cima do primeiro para encher o copo
* Escolher uma refeição para a qual a logística funcione efectivamente

Dos jantares do fim de semana ficou o seguinte:
Refeição 1: Entrada de vinho, tábua de queijos, frutos secos e batatas fritas; sopa de marisco com camarões de encher os olhos; coelho com cogumelos e arroz branco em pudim, salada de rúcula e sementes de sésamo; adult chocolate cake (como o meu, mas mais cozido e com cobertura de chocolate e amêndoa picada) - com inspiração das Two Fat ladies.
Fica a nota de um tabuleiro na mesa de apoio que mantinha as travessas quentes na mesa de apoio enquanto a refeição decorria.

Refeição 2: Fondue de atum, camarão e espargos - em água com vinho branco e especiarias, salada com nozes e batata assada; sobremesa de frutas e molho tipo maizena com canela.
Fica a nota que nas refeições de fondue se tem que garantir que a lamparina não apaga e que tem que vir para a mesa com o líquido já quente e pronto a utilizar.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Amigos II

Ligou-me preocupada com a vida, com o trabalho que se acaba sem que haja perspectiva do que vem a seguir, com a família presente e exigente, com os amores ausentes.

Discursou sobre como a chefe não fez uma correcta interpretação dos factos e de como andava com uma camisola de malha rota nos cotovelos; de como a secretária se calhar lhe tinha envenenado o futuro; de como um hipotético futuro a levava a pensar em Paris; de como receava as reacções dos outros e de como queria deixar o lastro todo para trás.

Eu não apoiei, não suportei, só zanguei e barafustei. A vidinha é o que é, em cada momento. Para fora sei sempre que o 'Depois é que vai ser...' não faz sentido nenhum. Também eu precisava de quem me abrisse os olhos de vez em quando.

Amigos I

Porque é a minha preocupação do momento perguntei-lhe qual era a estratégia de música que ele seguia. A minha maior preocupação era se guardava em disco, ligação de colunas, se tocava a partir do CD, etc mas ele respondeu-me que isso era importantíssimo e que tinha que tratar de ouvir a Oxigénio, Lux, etc e que não podia ficar à margem.
E, pelo sim pelo não, lá me passou uma série de coisas que eu procurava com ansiedade. Do disco de casa, ligado a partir do trabalho. Quem sabe, sabe.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Weekend

Filmes: Bobby, Scoop
Livros: Morning, Noon and night (Blargh!)
Grávidas felizes
Paredes pintadas

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Diariamente

Estou convencida que os problemas que sofro na pele são fáceis de acontecer, tanto os de cima como os meus.

* Os prazos que vou deixando passar e que copio da folha de ontem para a folha de hoje
* As prioridades que se alteram de dia para dia
* As coisas que são feitas repetidamente porque depois se pensou melhor, outra e outra vez, ad-nauseum
* A gestão de projecto ausente

E lembro-me de quem no meu lugar já teria feito um banzé.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Birthday Girl

Mais do que qualquer outra coisa, fazer anos acaba por servir como reality check à nossa interacção com os que fazem a nossa vida. Todos os que me escrevem, ligam, arranjam tempo para estar comigo, usam o mensageiro e assim por diante. Bom.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

It's ok!

Esta amizade improvável pode ser exactamente aquilo que me fazia falta e que não me vai deixar arrumar os desejos inconfessáveis e incompatíveis com a vida que prevejo:

* Cantar sem saber as letras, a música ou sem saber de que canção se trata
* Andar de scooter pela marginal
* Comer bolo de chocolate sentada no passeio
* Tecidos de leopardo em roupas inenarráveis
* Não ser racional
* Não justificar queixumes e lamentações
* Festivais Indie
* Amores e ódios repentinos
* Roque éne Róle

quinta-feira, dezembro 14, 2006

13 Dezembro - Anos do Pedro

Da festa de ontem ficou-me:

* Um ganchinho com flor
* Um menino pouco sociável
* Um menino malcriado
* Dois meninos tagarelas
* Umas meias bordadas com sapatos baixinhos
* Uma quiche de alho francês melhor do que as melhores que já comi
* Amigos que atravessam um mau bocado
* Um futuro pai que não cabe em si de contente
* Votos vários para a Expo Sul
* A noção de se pertencer

terça-feira, dezembro 12, 2006

CAF

Começámos a falar porque se sentava na minha diagonal, de costas para mim e desde sempre que me lembro de gostar dele. Da sua calma, do tom ponderado, da honestidade com que se encara e dos livros que lê. De todas as coisas que sabe e do lugar que a família lhe ocupa.

E foi de todos os que souberam quem me deu o maior insight sobre a minha relação quase obsessiva com o EPC. Se calhar nem se lembra mas para mim foi o ponto de viragem.